Torres 3-D de informação dobram densidade de discos rígidos


Torres 3-D de informação dobram densidade de discos rígidos

Mídia “2 bits por ponto” vista por um microscópio de força atômica (esquerda) e por um microscópio de força magnética (direita).[Imagem: Jerome Moritz]

Uma equipe de pesquisadores franceses afirma ter descoberto uma forma para dobrar a densidade do armazenamento magnético de dados.

Partindo de uma mídia padrão, eles garantem que tudo o que é necessário fazer é segmentar o substrato magnético em pedaços menores e construir uma “torre 3D” com esses pedaços.

Densidade dos discos rígidos

Segundo o grupo, o empilhamento dos bits otimiza largamente a quantidade de dados que pode ser armazenada em dispositivos magnéticos – como os discos rígidos de computador -, o suficiente para superar os limites físicos com os quais a indústria começa a se deparar.

“Ao longo dos últimos 50 anos, a densidade de armazenamento de dados por área nos discos rígidos aumentou exponencialmente, em 7 ordens de grandeza,” afirma Jerome Moritz, um dos autores do estudo.

“Essa densidade por área é agora de 500 gigabits por polegada quadrada, e a tecnologia usada atualmente consiste em escrever a informação em um material magnético granular. Esta tecnologia está agora alcançando seus limites físicos porque os grânulos estão se tornando tão pequenos que sua magnetização se torna instável, causando a perda gradual da informação gravada,” explica ele.

Torres 3-D de informação dobram densidade de discos rígidos

Esta imagem mostra uma comparação das interações magnetostáticas na mídia “2 bits por ponto”, formada por duas camadas magnetizadas perpendicularmente ao plano (esquerda) ou uma combinação de camadas magnetizadas no plano e fora do plano (direita). [Imagem: Jerome Moritz]

Dessa forma, para que o próximo patamar de densidade de armazenamento seja atingido – 1 terabit por polegada quadrada – é necessário que se pense em novas formas de armazenar magneticamente os dados.

Torres 3D

Em sua nova abordagem, a unidade básica de informação magnética é chamada de “nanoponto magnético”, onde cada nanoponto guarda um bit de informação.

“É possível aumentar o número de bits por nanoponto empilhando várias camadas magnéticas, criando um dispositivo de gravação magnética multicamada,” defendem os pesquisadores.

Moritz e seus colegas garantem que a melhor forma de criar essa mídia de 2 bits por ponto é empilhar os pontos “no plano e perpendicular ao plano”.

A camada magnetizada perpendicularmente pode ser lida diretamente por cima do nanoponto, enquanto a camada magnetizada no plano pode ser lida entre os pontos.

Isso permite dobrar a densidade de armazenamento por área para um determinado tamanho de ponto magnético.

Publicado em 25/04/2011, em Desktop, Informática, Notebook / Netbook e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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