iTunes in the Cloud na opinião dos especialistas


Nesta segunda-feira (6/6), a Apple anunciou, oficialmente, durante o seu evento anual WWDC, o serviço baseado em computação na nuvem iCloud. Steve Jobs começou a apresentação dizendo que, se as pessoas gostaram de tudo até agora, é porque não viram o que o iCloud é capaz de fazer.
icloud
Com o iCloud, as pessoas poderão sincronizar todo o conteúdo na “nuvem” e puxar para o dispositivo que quiser. Automaticamente, o sistema faz o upload, armazena e devolve para qualquer um dos seus aparelhos. O legal é que o iTunes também estará na nuvem. Assim, você não precisará sincronizar seu aparelho sempre que quiser alterar a sua biblioteca musical. Com ele os usuários vão acessar músicas, álbuns, vídeos, aplicativos e livros que foram adquiridos, mas que não existem localmente em um dispositivo. Ou seja, isso significa que se você tiver adquirido ou baixado um álbum no seu PC ou Mac, você pode apenas baixá-lo novamente em seu iPhone, por exemplo, por meio de sua conta gratuita. Não é mais necessário sincronizar com seu Mac ou PC.

Agregado ao serviço, a Apple ainda vai introduzir um novo recurso, chamado de iTunes Match, que identifica faixas baixadas ilegalmente e que sejam idênticas às que já existem no acervo da iTunes Store. Ao encontrar o arquivo correspondente, o sistema te dá os mesmos benefícios de músicas compradas na loja da Apple, inclusive com a qualidade de 256 Kbps. Se alguma música que você tiver não for encontrada no acervo da loja, o upload do arquivo será feito. Ou seja, algumas canções poderão ser convertidas em canções legalizadas, em boa qualidade, por apenas US$ 25 mensais – tudo com o consentimento das gravadoras.

Por conta disso, foi fácil achar quem gostasse da novidade. O Mashable, por exemplo, teve acesso ao serviço e fez um review super positivo. O repórter do site ficou impressionado com o quão fácil é navegar pelo histórico de compras, tanto no iPhone como no Mac. O jornalista ainda disse que tinha uma coleção muito grande no iTunes, mas que muitas aquisições não estavam no seu MacBook Pro, iMac e nem no iPod. Mas, graças à nova ferramenta, ele pôde baixar novamente o conteúdo que comprou anos atrás, incluindo faixa bônus.

Já o site Ars Technica não gostou de um detalhe: só existe a possibilidade de fazer o download de uma música por vez. Além disso, a equipe do site achou pouco intuitivo a seção de podcasts. Isso porque, ao contrário das músicas, novos episódios de podcasts só podem ser puxados para os seus dispositivos quando utilizado o aplicativo do iPhone, e não pelo iTunes.

O pessoal do Read Write Web também se decepcionou um pouco, mas a frustração foi em torno do streming de músicas. De acordo com o site, a nova oferta da Apple não prevê essa função e isso é muito ruim para um recurso de computação na nuvem. Apesar de poder ter sua coleção de música sincronizada entre seus dispositivos – até dez deles -, ainda é preciso fazer o download das músicas para ouvi-las. Para o site, esta falha do serviço foi um grande alívio para o Google e a Amazon, porque quando se trata de armazenamento de música, o iTunes in the Cloud é ótimo, mas sem o streaming ele perde pontos.

O site This Is My Next fez um vídeo do aplicativo para iPhone que pode ser visto abaixo.

http://www.youtube.com/embed/raZnEjbZp2c

Publicado em 08/06/2011, em Celular / Smartphone, Inovação e marcado como , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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