Realidade Aumentada, entenda os motivos de ainda não ser um total sucesso


Tecnologia surgiu há alguns anos no mundo mobile, mas nunca cumpriu suas grandes promessas; fraco desempenho de smartphones é um dos vilões.

Nós já não deveríamos estar assistindo a filmes usando capacetes de realidade aumentada a essa altura? Imersão completa, não apenas 3D. Mas a tecnologia, no final das contas, acabou não cumprindo sua enorme promessa. Os capacetes entregaram imagens pequenas e pixeladas. Taxa de atualização? Horrível. Para piorar, as imagens brilhantes causavam dores de cabeça.

“Acho que acontece o mesmo com os apps de realidade aumentada”, diz Alex Makarov, chefe de desenvolvimento da desenvolvedora de apps para iOS Shape Services. “Os aplicativos de prova de conceito parecem legais, especialmente no YouTube. Quando você coloca essas coisas no mundo real, aparece um monte de problemas.”

A realidade aumentada, ou RA, surgiu no mercado mobile há alguns anos com muito barulho – e sumiu pouco depois. Basicamente, a RA é a cobertura de informações normalmente retiradas da Internet para uma imagem ao vivo ou feed de vídeo em uma tela. Fãs da NFL (Liga de Futebol Americano nos EUA) têm olhado atentamente para realidade aumentada em suas TVs há anos: a linha amarela digitaliza no campo de futebol indicando o primeiro down.

Entre as empresas que estão trabalhando duro no espaço da realidade aumentada estão a Layar, Zugara e a Total Immersion. Outros fabricantes de apps como a Shape Services também estão trabalhando com a tecnologia. A Shape recentemente lançou o Checkin+, um app gratuito para iPhone com realidade aumentada que permite encontrar lugares e fazer check-in usando o Foursquare e o Facebook Places. Outro aplicativo é o AroundMe, ferramenta gratuita de buscas para o smartphone da Apple.

Parte do que está segurando o avanço da realidade aumentada, no entanto, é sua definição obscura. Vamos dizer que você está fazendo compras em uma loja de eletrônicos e encontra um item caro. Você saca seu iPhone e roda o super famoso  RedLaser, que verifica o código de barras usando a câmera do iPhone e busca informações sobre preços competitivos. Isso também é trabalho da realidade aumentada?

“Em resumo, é uma tecnologia não muito bem compreendida”, diz Van Baker, analista da consultoria Gartner, “e o valor do que é oferecido não é imediatamente aparente até que você veja uma implementação específica. Então as pessoas podem reagir ao valor que enxergam.”

Outro possível obstáculo para o crescimento da realidade aumentada: desempenho fraco. Como aqueles capacetes de realidade virtual, a RA em smartphones entrega uma experiência de usuário sem brilho, ao menos quando comparada com sua promessa. Os dados aumentados, por exemplo, demoram muito para aparecerem na tela.

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O problema pode acontecer em razão de limitações de hardware, como a habilidade multitarefa do iPhone. “Se você queria navegar enquanto escuta música – algo que sempre faço no meu carro – os telefones vão se debater com isso”, diz o analista de tecnologia Rob Enderle. “A realidade aumentada é uma ‘comedora’ de desempenho, razão pela qual ainda está em seu início.”

No entanto, a Apple recentemente se dobrou à tecnologia. O site AppleInsider descobriu um pedido da empresa publicado na semana passado pelo Escritório de Patente dos EUA que detalha uma divisão de tela no iPad, separando o feed da câmera ao vivo da camada de informações RA.

O pedido da Apple também descreve o desafio: “Apesar do forte interesse acadêmico e comercial em sistemas de RA, muitos dos existentes são complexos e caros, fazendo com que sejam impróprios para uso geral pelo consumidor comum.”

A aposta é que a realidade aumentada irá fazer bonito frente a sua promessa no futuro. O pedido da Apple dá um exemplo do que pode ser feito. Imagine um professor segurando a câmera do iPad sobre a prova de um aluno e visualizando respostas incorretas exibidas pelo vídeo ao vivo na tela. Ou um médico usando a RA combinada com padrão de reconhecimento no iPad para conseguir informações sobre um paciente.

Kyle Wiens do iFixit, site que fornece manuais de reparo gratuitos e fóruns de dicas, espera ver um aplicativo RA para conserto de carros que parece muito familiar com outro exemplo de pedido da Apple: um mecânico segurando um iPad sobre o motor de um carro para identificar partes e ver esquemas e trechos de um manual de consertos.

“Isso seria sensacional”, diz Wiens. “Estamos esperando pelo aplicativo matador.”

Publicado em 14/07/2011, em Celular / Smartphone, Novidades e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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