CIOs discutem o que é de fato a computação em nuvem


Estar em nuvem é mais do que simplesmente colocar os dados em um servidor que não se sabe onde está, nem com o que ou quem divide capacidades de memória ou armazenamento. Esta é a avaliação feita pelos CIOs presentes ao painel “Avaliando oportunidades e desafios em iniciativas de cloud computing”, que aconteceu nesta quarta-feira 03/08, no evento Cloud Computing & Security, em São Paulo.

Para Cibele Fonseca, gerente de Tecnologia da Informação da Construtora Andrade Gutierrez, cloud computing tem a ver com o cumprimento de três indicadores: disponibilidade, capacidade e desempenho na entrega de soluções e informações. “É isso o que interessa para o cliente final.”

Marcelo Ribeiro, CIO da Catho Online, concorda. “Estar em nuvem é ter um dado acessível independentemente do local em que ele esteja hospedado. O importante é o dado estar disponível com boa performance”, engrossa o cor.

Muito mais pragmático, André Santos, diretor de TI e produtos da Predicta, diz que cloud não é novidade. “Cloud existe há 70 anos: o mainframe era exatamente isso”, dispara. “Software como serviço também existe há anos. A Predicat mesmo utiliza SaaS desde 2000”, revela.

De um jeito ou outro, no final das contas, Santos também concorda com os colegas presentes ao painel. “Cloud é acessar a informação e ter o serviço disponível de forma transparente. Não me importa a cor do servidor, onde ele está e nem tampouco se ele está deitado ou em pé”, diz o executivo.

Além da questão de disponibilidade com transparência, os CIOs são unânimes em dizer que cloud pode facilitar o atendimento a novas demandas de clientes – internos ou externos. Cibele conta que na Andrade o modelo é utilizado em ambientes de homologação e teste. “no entanto, isso não pode dispensar o acompanhamento de tecnologia. É preciso que a equipe de novas tecnologias esteja envolvida, utilizando metodologias existentes. Não pode o usuário da área conseguir instalar e usar um software em nuvem.”

Santos, da Predicta, acrescenta que a computação em nuvem também é ótima do ponto de vista de inovação. Ele lembra que ela permite a uma emrpesa adotar uma nova aplicação sem precisar fazer altos investimentos em sua implantação, mas concorda com Cibele quando o assunto é a cautela: “tem que haver níveis de controle porque há a questão de segurança envolvida. É preciso cuidado com os dados que são colocados na nuvem. Não dá para testar a nuvem em aplicaçÕes de missão crítica”, sugere.

Os fornecedores não ficaram esquecidos na discussão. Ribeiro alfinetou: “os fornecedores também precisam amadurecer. Há muito fornecedor vendendo soluções como cloud, quando na verdade estamos falando em arquitetura”. Para o executivo da Catho Online, ainda falta um melhor entendimento por parte dos fornecedores e usuários sobre o que de fato é cloud computing.

Publicado em 09/08/2011, em Informática. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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